segunda-feira, 21 de junho de 2010

GUERRA PERDIDA!

Muito diferente é o seguinte slogan: “Rumo a um novo paradigma”. É o que propõe a CBDD, a Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia. Trata-se de uma louvável iniciativa do Viva Rio, encabeçada pelo antropólogo Rubem César Fernandes, que ajuda a organizar um grupo do mais alto escalão político e judicial brasileiro para um debate sobre uma reforma em nossa política de drogas. Entre os pesos pesados na mesa, a estrela é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que de uns tempos pra cá tem levantado a bandeira da descriminalização do uso das drogas. A razão é clara e já ecoa pelo mundo, mas na boca de um influente ex-chefe de Estado ganha peso 2. FHC conclui: “A guerra às drogas não está funcionando. E foi ela que gerou essa violência no México, na Colômbia. Só que eles [a ONU] estão perdendo a guerra”.
Ele é um dos que não se acanham em vir a público reconhecer que desde sempre o humano usa drogas. Não se priva em dizer que usuário não é criminoso nem pode ser tratado como um. Defende e articula em público e privado um raro consenso entre PT, DEM e o seu PSDB. Mas ele também ainda se perde em estranhas conclusões. “Ninguém aqui está falando em legalizar”, diz o ex-presidente na mesa, “porque, quando o governo legaliza, ele diz que pode usar. Que a pessoa deve usar.”
FHC e seus pares na comissão (a ex-ministra do STF Ellen Gracie, o deputado federal Raul Jungmann, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e segue a lista) buscam tirar o usuário de drogas da esfera criminal. Mas no projeto que vem sendo costurado não consideram criar uma alternativa legal para a produção e venda de maconha. Ao contrário, querem reforçar as penas e o combate ao tráfico sob o velho olhar de que drogas são necessariamente prejudiciais e que o usuário precisa de ajuda e não de facilidades de acesso. Em parte por suas próprias convicções, mas muito guiados pelo temor de um massacre eleitoral (“suicídio político” foi uma expressão usada nas conversas da comissão), indicando que a legalização ainda não tem chances no chão do Congresso.

http://legalizebrasil.com/images/stories/LegalizeBrasil/Cannabioteca/Revistas/Trip/trip-187-tese-03.jpg

Convidada para apresentar o livro Cannabis Policy na comissão, a condessa de Wemyss, Amanda Feilding, se decepciona: “Descriminalizar o uso não é o suficiente. Se o objetivo é reduzir a violência e tirar o poder dos cartéis, o Estado precisa regular e aceitar alguma alternativa para a produção e a compra legal dessas drogas. Sem isso, o jogo não muda”. O livro que Amanda veio oferecer aos políticos brasileiros é um aprofundado estudo que descreve a maconha não apenas como droga e seus respectivos efeitos a longo prazo no usuário, mas investiga a economia e sugere formas racionais de regular a mais popular de todas as drogas ilegais. Ela vai além, falando sobre o que concluiu ao longo de mais de 40 anos de militância por uma política mais sensível: “Os políticos não têm o conceito de uso de drogas. Para eles o uso é sempre abuso. Não existe sequer a ideia de que alguém pode passar a vida usando drogas e não ter grandes problemas sociais”.
O economista Peter Reuter, renomado especialista no mercado ilegal de drogas, é um dos autores do livro. Seus estudos estimam que 80% de todo o volume de drogas proibidas consumidas no mundo é a milenar cannabis. São dados acatados pela Comissão de Drogas e Crime das Nações Unidas, ela mesma, no papel, uma seguidora do mantra proibicionista. Isso significa cerca de 166 milhões de usuários de maconha no mundo, algo em torno de 4% da população mundial adulta. Todo o restante de drogas ilegais é utilizado por 1% dos adultos da Terra, algo em torno de 34 milhões de pessoas. Se a maconha e, apenas ela, fosse retirada da lista das substâncias caçadas pela polícia, todo o orçamento trilionário da guerra às drogas cairia por terra. “Não defendo o uso, pelo contrário, creio que deveríamos criar campanhas para desencorajar o uso da cannabis. Mas a atual abordagem me parece mais danosa à sociedade do que um mercado regulado e fiscalizado pelo Estado”, conclui Reuter, que afirma, em conversas privadas, nunca ter experimentado a erva.
“A atual abordagem me parece mais danosa à sociedade do que um mercado regulado e fiscalizado pelo estado”
California dream?
A conclusão do especialista é a de que não faz sentido um orçamento próximo de US$ 1 trilhão ao ano, e muito sangue, para reprimir um mercado que seria tão mais restrito se a maconha fosse tirada da conta. E, considerando o consumo de drogas muito mais nocivas como a heroína, o estudo que dá lastro ao Cannabis Policy também dá um diagnóstico diferente da mentalidade muito bem difundido da estrada sem volta das drogas...
Do 1% dos terráqueos que utilizam drogas mais pesadas e aditivas do que a maconha, apenas 10% desenvolvem grave dependência e problemas sociais. O que significa um número de 0,1% da população mundial que é viciada em drogas ilícitas e pode tornar-se um transtorno ou risco para as pessoas ao seu redor. É um número que poderia ser mais bem administrado (e reduzido) através de programas de educação e recuperação com verbas infinitamente menores do que o orçamento da guerra às drogas. Hoje, os demais 90% de usuários parecem passar a vida mantendo um uso controlado e sem graves consequências. Exceto uma: o dinheiro que gastam, e que sustenta uma podre rede criminosa no mundo.
Mas, a despeito dessa realidade, quando se fala de drogas nos órgãos internacionais, a maconha não entra na pauta. Nem o uso responsável. Nem os aspectos antropológicos, médicos, espirituais ou hedonistas da nossa relação com as drogas. Mas há um movimento contrário, dá para sentir, quando revistas tão mainstream como a Economist defendem na capa a legalização de todas as drogas. Ou quando países como Portugal, de onde FHC tirou grande parte de suas novas posturas, ignoram a convenção de 1971 e criam contextos legais para o uso e o cultivo de maconha com sensíveis resultados positivos, como a redução do tráfico nas fronteiras e sem um aumento significativo no número de usuários. Um movimento de realismo pode emergir quando a Califórnia votar, em novembro, uma proposta que pode legalizar a maconha no Estado mais rico dos EUA. O ativista pró-maconha medicinal da costa oeste americana, James Anthony, um dos representantes da campanha pelo “sim”, avalia: “Há dez anos um plebiscito como esse seria inviável. A maré está virando”. Se isso acontecer, especialistas concordam, um efeito cascata pode ocorrer – e soluções locais para regulamentar as drogas podem ocupar a pauta de parlamentos pelo mundo.
Só nos resta torcer por lucidez nos círculos do poder e, mais importante, nos informar. Exigir de nós mesmos e de quem discute conosco coerência e uma mente aberta para o assunto. Trazer a discussão para nossa rotina e tentar pensar as drogas mais profundamente. Não existe resposta fácil e, independente de que caminho o mundo vai seguir no pós-guerra, continuaremos vendo consequências do abuso de substâncias. Seguiremos nos entorpecendo para celebrar, para consolar, para pensar menos ou mais. E, sobretudo, para ver as coisas de uma forma diferente – exatamente o que é mais urgente em relação às drogas.


OTIMO TEXTO... RETIRADO DA REVISTA TRIP

abraçooos pessoal, tamo junto.




Que droga é essa?

Bom dia caros nobres leitores, tá tudo bão?
quibom então ^^

hoje venho publicar uma matéria da revista Trip, que nós traz a verdadeira realidade que todos nós sabemos que existi mais nos negamos a aceitar!

"Buscamos alterar nossa consciência de alguma forma,mas ainda não sabemos lidar com isso"

Da criança que se diverte girando até ficar tonta ao nóia do centro, passando, provavelmente, por você, todos buscamos alterar nossa consciência de alguma forma de vez em quando. Depois de décadas de uma malsucedida guerra contra as drogas, ainda não sabemos lidar com uma das mais básicas e complicadas necessidades humanas.Seja por prazer, por curiosidade, medo, para fugir dos problemas, para resolvê-los, para encontrar Deus ou se jogar em pecados, a fome que o homem tem por alterar sua dita “normalidade” é parte crucial da nossa história e do nosso destino. Da criança que gira obsessivamente para cair tonta, e rindo, no chão até o mais inconsequente dos psiconautas – há em nossa espécie um desejo profundo em colocar a consciência para funcionar sob novos parâmetros. Pouco importa se, pessoalmente, gostamos ou não de drogas. Mas é preciso, em nome da sanidade pública, entender que quem as usa não é simplesmente criminoso, doente, covarde ou corajoso – é, antes de tudo, humano.
Arqueólogos possuem evidências de uso de maconha e plantas psicodélicas em datas próximas a 3 mil anos antes de Cristo. Os Vedas, considerados os mais antigos textos espirituais do mundo, fazem referência ao Soma, um lendário preparado psicoativo que aparenta ser feito com base no cogumelo Amanita muscaria, de grande poder alucinógeno. Em todos os continentes, poderosos preparados vegetais foram a base de importantes estruturas espirituais. Ayahuasca, paricá e san pedro na América do Sul. Cogumelos, peiote, Salvia divinorum na América Central. Maconha na Índia. Iboga no oeste africano. Preparados similares ao chás ayahuasqueiros para ingestão de DMT no Oriente Médio. Opiácios na China. Culto de fungos psicoativos entre os gregos antigos. E uma longa lista de inebriantes, estupefacientes e psicodélicos que, ao longo da história, foram achando seus lugares entre lares, bares, templos, becos e alcovas. Toda cultura, e toda revolução cultural, invariavelmente conta com suas drogas, que ajudam a definir o espírito de um tempo e de um lugar.
Mas apontar para o fator ancestral não deve ser o bastante para nos convencer de que recalibrar a consciência é parte da experiência humana. O antropólogo Henrique Carneiro, especialista na história social das drogas e membro do Neip (Núcleo de Estudos Interdisciplinares dos Psicoativos), abre a questão: “O uso de drogas evoca significados mais profundos do que um hedonismo químico ou um uso psicoterapêutico, mas remete a uma crescente plasticidade da subjetividade humana que se espelha em diversos meios técnicos para buscar a alteração de si, dos estados da consciência, cognição, afetividade e humor”.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Legalizar, sim ou não?


Opree pessoal, tudo bem?

bom, vou postar hoje, sobre um tema muito polêmico nos dias de hoje.
A legalização da maconha (cannabis sativa) é defendida por muitas pessoas de forte influência no cenário nacional, como por exemplo o ministro do meio ambiente, Carlos Minc, entre outros.
Mais porquê a sociedade tem um preconceito tão forte contra a "erva verde"? Eu tenho a resposta, pelo menos eu creio que seja a verdade sobre essa droga.

É provável que o maior motivo da proibição tenha sido “culpa” da Du Pont, que na década de 20 estava desenvolvendo produtos à base de petróleo e também investindo em papel feito de madeira, nesta mesma época, acabara de descobrir o náilon.

Lendo o parágrafo acima talvez você não entenda nada, o que o náilon tem a ver com a maconha e por que a Du Pont tem culpa de alguma coisa? Simples, naquela época quase tudo era feito de cânhamo… o papel dos jornais eram feitos de cânhamo, roupas eram feitas de cânhamo e as fibras de cânhamo eram as grandes “fodelonas” da época, muito dinheiro era produzido com as plantações de maconha.

O problema é que a Du Pont investiu pesado até conseguir descobrir o náilon, feito de material sintético e com um custo maior do que a maconha, que emprestava aos produtos que eram feitos à base dela uma bela fibra natural de custo baixíssimo – o que, vocês sabem, não interessava a nenhum governo.

Enquanto isto acontecia, outra coisa – também muito interessante – estava rolando não muito longe daqui. William Randolph Hearst era, sem dúvida alguma, a pessoa mais influente dos Estados Unidos, com sua inacreditavelmente grande rede de jornais ele era o maior formador de opiniões que a américa já tivera até então.

Em meio a Revolução Mexicana de 1910 as tropas de Pancho Villa tomaram uma enorme propriedade de Hearst que tinha uma de suas plantações de eucalipto para produção de papel. William Hearst era uma das pessoas mais preconceituosas do universo e – uma coisa que ele adorava deixar claro – odiava os mexicanos, que além de invadirem uma de suas lucrativas propriedades, ainda adoravam a maldita maconha, de onde vinha o demoníaco cânhamo que servia também para a produção de papel que tinha um custo menor do que o oferecido por ele e com a mesma qualidade.

Ninguém sabe exatamente se esse papo do papel era motivo para tamanho feito, mas Hearst não pensou duas vezes ao executar a idéia que teve depois de beber algumas cervejas naquele sábado chuvoso do dia 19 de novembro de 1932, onde decidiu acabar de vez com a maconha, espalhando e criando boatos sobre ela.

Nos acostumamos com muitas coisas que ele inventou, ou vai dizer que desde pequeno você não ouve dizer que a maconha mata os neurônios? Pois é, este foi apenas um dos boatos que foram inventados há mais de 70 anos e até hoje não foram comprovados cientificamente. Hearst tinha em mãos um gigantesco jornal, onde todos os dias colocava notícias falsas à respeito da maconha. Quase todas elas foram engolidas pelo povo, que fez questão de passá-las adiante.



Bom o texto realmente é grande, mas acho que vale muito a pena ler, e ter uma outra visão sobre esse assunto!

esse texto é original de um trabalho de direito penal que eu mesmo fiz para a faculdade

agradeço a todos que me ajudaram a discutir sobre o tema.

beijos, Lucas Zeulli

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Professor Robinho


Bom dia meus caros leitores, estou começando um blog novo hoje, falarei de diversas coisas, mais com certeza darei mais enfâse ao meu time de coração, o Santos Futebol Clube.


Era um domingo, ensolarado, dia de fortes emoções. Acordei tarde como de custume e já comecei a esquentar o grande clássico que aconteceria em Barueri as 17 horas, com o jogaço de bola entre Chelsea e Arsenal, pelo campeonato inglês. Os Blues venceram o Gunners pelo placar de 2x0, resultado péssimo para o time de Wenger.

As horas vão passando, e o jogo vem, a tal esperada reestréia de um dos maiores jogadores da história de um time que já fez uma guerra parar, para ver ele jogar, aconteceria essa tarde, no estádio de Barueri. Rob7nho, o craque, o rei das pedaladas retonaria ao seu time de coração para tentar reerguer denovo uma carreira brilhante e vitoriosa na qual conquistou em 2002,2003, 2004 e 2005 jogando por esse mesmo time que o apresentou para o mundo.

O jogo começa, e Rob7nho inicia a partida entre os reservas, ou melhor, inicia como expectador de um dos, se não o melhor atualmente jogador de futebol do Brasil, o craque Neymar.

A partida começa morna, com os dois times se estudando, de um lado P.H. Ganso e Neymar, do outro Hernanes e Marcelinho Paraíba, tentam segurar a dupla de jovens garotos do Santos.O time da vila belmiro, vem com tudo no final do 1º tempo para o ataque, até que aos 35 minutos da primeira etapa, Arouca(ex tricolor) invadi a área de Rogerio Ceni, e sofre um atropelamento do zagueiro Miranda, sem discutir nem argumentar o Juíz da partida aponta para a marca do penalty, é penalidade máxima para a equipe da baixada.De um lado um goleiro experiente, campeão do mundo, do outro uma jovem promessa, abusado e alegre. Frente á frente, apenas os dois, ninguém sabe o que Neymar poderia aprontar, nem mesmo ele, até que para a supresa da maioria, o abusado menino fingi que vai chutar para um canto, faz a polémica "paradinha" e vê Ceni cair sem nenhuma chance para defender a expetacular cobrança de penalty de Neymar, É GOL, o Santos abre o placar para a alegria da torcida santista.

O primeiro tempo acaba com o placar de 1x0 para o Santos.

Só faltava ele para a festa ficar completa, faltava o toque de magia na partida, que só ele sabe dar, Rob7nho, a expectativa para a entrada dele era grandiosa, até mesmo torcedores de outros times queria ver o Rei das pedaladas reestreiar pelo Santos. Foi ai que aos 13 minutos da etapa complementar, Dorival Junior chama Rob7nho para delírio da torcida santista, sai André, outro menino talentoso, para a entrada de mais um menino, porém um menino velho.

Rob7nho entra em campo, faz uma, duas jogadas, mais nada de objetivo, o jogo começa a melhorar para o time do morumbi, até que em um cruzamento de Marcelinho Paraíba, Roger que acabará de entrar no time no lugar de Dagoberto faz livre de marcação o gol de empate, parecia que a festa acabaria por ali, o São Paulo era só ataque, e o Santos não conseguia mais atacar como no 1º tempo, até que aos 40 minutos da etapa complementar, o Santos arma um contra ataque com Wesley em alta velocidade pela esquerda, a bola passa pelos pés de Zé Eduardo que toca para Wesley que cruza na área para Rob7nho, derrepente a terra para, a bola foi cruzada para um dos melhores atacantes que o mundo ja viu e vê, ninguêm sabe o que ele vai fazer, ele pode cabeciar, furar, chutar, tocar, mais não, ele nao faz nada disso,ele apenas atencipa a jogada e a 1 metro de distância de Ceni ele da um toque sutil de letra, deixando Rogério de joelhos no chão e fazendo a torcida SANTISTA explodir de emoção, QUE GOLAÇO, QUE PINTURA, ninguêm acreditava, nem mesmo os mais otimistas.Ele estava de volta, Rob7nho, aquele mesmo que fez corinthianos chorarem, tinha voltado e de estréia deixado o gol mais bonito do ano até agora no Brasil.A partida acaba, o Santos vence o São Paulo por 2x1, reassume a liderança e diz para todos seus adversários, TEMOS ROB7NHO,NEYMAR e GANSO, somos fortes, e vamos lutar para ganhar tudo e de todos.


"OLÊ LÊ, OLA LA, O ROB7NHO JÁ VOLTOU E PÔS BAMBI PRA CHORAR"
Muito obrigado, espero que gostem
Saudações Santista!
EI BICHARA, O PROFESSOR ROB7NHO MANDOU UM ABRAÇO ;)
Lucas Zeulli